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Crítica: Rogue One: Uma História Star Wars

I’m one with the force and the force is with me”.

Em 2016 o cinema foi presenteado com “Rogue One: Uma História Star Wars”, um spin off do universo Star Wars, que conta a história de como um grupo de rebeldes roubou os planos da Estrela da Morte, ou seja, esta história se passa entre os episódios III e IV. A direção fica por conta do fã Gareth Edwards (Godzilla) e trilha sonora de Michael Giacchino (dessa vez sem John Willians como maestro dessa ópera espacial). O elenco principal é composto por Felicity Jones, Diego Luna, Jiang Wen, Alan Tudyk e Donnie Yen (O mestre em artes marciais). O longa ainda conta com Ben Mendelsohn, Mads Mikkelsen, Forest Whitaker e com a voz de James Earl Jones (Darth Vader).

Por se tratar de uma história que não fazia parte da saga original, Rogue One não foi aguardado com tanta expectativa, mas até com uma ligeira desconfiança e alguns questionamentos, principalmente em relação aos pilares do universo expandido de Star Wars nos quais o filme se apoiaria. Todavia, o que seguiu à aparição da grafia “Star Wars” na tela do cinema foi uma ambientação singular, o expectador fora lançado àquela galáxia muito distante novamente, como se fosse a primeira vez.

O fan service estava lá para impulsionar ainda mais este sentimento nostálgico, numa dose saudável, sem prejudicar o enredo e muito menos ser o foco principal do filme, pois este, afinal, tinha uma história para contar.

Já sabemos como o filme termina, e este fator atrai a atenção do espectador para o caminho percorrido pelo grupo principal, bem como o conecta aos personagens de forma diferente. Sabemos que a equipe terá sucesso em sua missão, mas a que custo?

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Rogue One/Reprodução

Rogue One não é um filme de aventura como os demais filmes da franquia e também não trata das peripécias da família Skywalker, Rogue One é um filme de guerra no melhor sentido possível. Os obstáculos são reais e tudo acaba tendo um preço, de modo que acompanhar a cruzada dos protagonistas acarreta em uma tensão atípica para a franquia, mas que encaixa de forma sublime neste longa.

O filme tem seus defeitos, como a falta de personalidade da protagonista (ao meu ver resultado dos últimos cortes na edição), cuja motivação é um tanto frágil, além de esta não possuir um espírito “rebelde” como os trailers indicavam. Estes defeitos, no entanto, não prejudicam a experiência e podem até passar despercebidos para o espectador.

O núcleo principal dos personagens é muito diversificado e isso é um prato cheio para os roteiristas, que podem ousar nos diálogos e nos entregar conflitos críveis e facilmente replicáveis em nossa realidade, ao mesmo tempo em que cria uma química curiosa e muito divertida de acompanhar.

O filme começa um pouco devagar, tem o seu segundo ato um tanto arrastado, mas cresce de forma espetacular em seu ato final. Parece que tudo o que se passou até aquele momento era uma preparação para o barril de pólvora que, inevitavelmente, iria explodir.

Em resumo, a resolução dos conflitos é dura, atos possuem consequências reais e não existem Jedis para facilitar o caminho, tudo deve ser conquistado com suor, determinação e muita esperança, afinal de contas “rebeliões são fundadas em esperança” (Erso, Jyn – Há muito tempo atrás).